Jornalismo de realidade aumentada
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Com a intenção de inovar, as empresas de comunicação social estão constantemente à procura de profissionais, softwares, ou equipamentos que possam competir em velocidade e qualidade com a informação que se move na Internet. Ao enriquecer as publicações jornalísticas com elementos de Realidade Aumentada (RA), procuram criar uma maior interação com o público, desenvolver o conteúdo e melhorar a percepção dos temas jornalísticos.

A realidade aumentada e o jornalismo são feitos um para o outro. O jornalismo reúne informações sobre o mundo que nos rodeia. Graças à realidade aumentada, essas informações podem ser exibidas onde foram coletadas – o que é especialmente interessante para a reportagem de eventos.

O conceito de Realidade Aumentada refere-se à sobreposição, em tempo real, de imagens, marcadores ou informação gerada virtualmente em imagens do mundo real. A realidade física é percebida pelos cinco sentidos no ser humano: audição, olfato, paladar, visão e tato. Tem como princípio complementar a percepção sensorial do mundo com a percepção digital.

O jornalismo digital é uma tendência que responde à necessidade dos leitores, ouvintes e telespectadores de receberem informações de diferentes meios e em diferentes formatos. A procura por conteúdos audiovisuais cresce todos os dias. Está cada vez mais comum consumir notícias através de plataformas que registam em tempo real os fatos, tais como os streamings ou redes sociais.

É possível então dizer que a realidade aumentada enriquecerá o jornalismo. Poderá fornecer novas oportunidades para a distribuição de histórias; tornar as notícias tangíveis para os leitores de uma forma muito nova e empolgante; e claro, atender as novas demandas publicitárias nos ambientes virtuais, principalmente com a exploração e popularização do metaverso.

A realidade aumentada na narrativa jornalística

Marcadores: o dispositivo inteligente detecta um marcador simples – por exemplo, uma foto em uma revista ou um logotipo em uma parede – e o substitui por conteúdo AR – por exemplo, uma animação, um vídeo ou um objeto.

Visão computacional e geo-tags: o dispositivo inteligente usa visão computacional e / ou geo-tags para identificar um determinado objeto, local ou ponto de referência, a fim de exibir informações adicionais – textos, fotos etc.

Modelo digital 3D: o dispositivo inteligente projeta um modelo 3D digital – por exemplo, de uma pessoa, um animal, um veículo – em uma área demarcada, um ladrilho, uma mesa, o chão da sua sala de estar, onde é possível posteriormente olhar para ele de todas as perspectivas e / ou interagir com ele.

Ainda que a realidade aumentada seja uma tendência tecnológica em 2021 – especialmente em relação ao discurso do metaverso – o jornalismo de RA por hora não se tornou popular. As razões são várias: falta de especialistas e orçamentos designados em organizações de mídia, questões técnicas e/ou usuários não suficientes que tenham os dispositivos certos e estejam realmente entusiasmados com o meio. No entanto, a narrativa ampliada certamente desempenhará um papel importante no futuro próximo, pois todas as bases já foram estabelecidas e as grandes empresas de mídia / TI estão investindo uma quantidade incrível de dinheiro e força de trabalho.

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Jéssica Dias Synthes

Sobre o autor

Analista de Conteúdo e Clientes Pleno na Boxnet. Pós-graduanda no curso de especialização em Big Data e Comunicação, bacharela em Comunicação Social - Jornalismo e Tecnóloga em Design Gráfico. Experiências anteriores em Comunicação Interna, Marketing Digital e Assessoria de Imprensa.

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