Jornalismo Data Driven
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O jornalismo data driven está ganhando presença nas organizações de notícias. Existem muitas razões para isso, desde fontes da mídia convencional tentando se diferenciar de seus concorrentes, até conjuntos de dados mais prontamente disponíveis.

O jornalismo baseado em dados funciona de forma diferente porque a história resultante é informada pelo processamento e análise de dados brutos, que às vezes podem acrescidos de entrevistas. Entretanto, usar dados como o foco de uma notícia, obviamente, não é novidade. O jornalismo de dados sempre esteve presente nas redações.

A novidade é a disponibilidade imediata de grandes conjuntos de dados, o acesso ao poder de computação que pode processar informações rapidamente e as ferramentas de software que tornam a análise e a visualização muito mais fáceis. O que costumava levar muito tempo para uma grande equipe de pesquisadores reunir – sem mencionar o jornalista escrevendo a história e os gráficos para ilustrar – agora pode ser feito por uma equipe significativamente menor em um cronograma muito mais restrito.

O jornalismo está cheio de dados, mas nem tudo é jornalismo de dados. Há uma diferença entre usar dados e estabelecer uma metodologia na pesquisa jornalística que tem como aspecto fundamental a organização, análise e verificação dos dados para encontrar uma história real. Os dados por si só não são suficientes. É importante verificá-los e colocar um rosto humano neles para encontrar uma história real para contar ao seu público. Esta é a proposta do jornalismo data driven.

Entretanto, sem uma metodologia sólida construída sobre critérios éticos, o uso de banco de dados neste cenário pode levar ao mau jornalismo em grande escala. Os bancos de dados podem mentir mais do que as pessoas. Mas um repórter diligente pode detectar suas mentiras com a melhor arma que o jornalismo possui: a verificação de dados além do computador.

Ao mesmo tempo, é inegável o valor acrescentado que uma base de dados dá ao trabalho jornalístico: permite analisar uma riqueza de informações de uma forma mais eficaz para olhar todas as peças de um quebra cabeça.

O jornalismo data driven está revolucionando as redações. Capacitou os repórteres a encontrar histórias por conta própria e não depender de vazamentos. Também permitiu ser mais convincente para revelar como um sistema funciona, detectar padrões de corrupção e irregularidades, conexões e casos únicos.

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Jéssica Dias Synthes

Sobre o autor

Analista de Conteúdo e Clientes Pleno na Boxnet. Pós-graduanda no curso de especialização em Big Data e Comunicação, bacharela em Comunicação Social - Jornalismo e Tecnóloga em Design Gráfico. Experiências anteriores em Comunicação Interna, Marketing Digital e Assessoria de Imprensa.

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